sábado, 17 de janeiro de 2015

Condenado por tráfico na Indonésia, brasileiro Marco Archer é executado

17/01/2015 16h27 - Atualizado em 17/01/2015 20h11


Instrutor de voo livre foi morto por pelotão de fuzilamento em prisão.
No país asiático, tráfico de drogas tem pena capital.

Do G1, em São Paulo
Marco dentro da cadeia na Indonésia (Foto: Rogério Paez / Arquivo pessoal)Marco Archer dentro da cadeia na Indonésia (Foto: Rogério Paez / Arquivo pessoal)
O brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi executado na madrugada deste domingo (18) na Indonésia– 15h31 deste sábado (17), pelo horário de Brasília. O método de execução de condenados à pena de morte no país é o fuzilamento.
O instrutor de voo livre havia sido preso em 2004, ao tentar entrar na Indonésia com 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa delta. A droga foi descoberta pelo raio-x, no Aeroporto Internacional de Jacarta. Archer conseguiu fugir do aeroporto, mas duas semanas depois acabou preso novamente. A Indonésia pune o tráfico de drogas com pena de morte.
Além do brasileiro, foram executados na ilha de Nusakambangan, Ang Kiem Soe, um cidadão holandês; Namaona Denis, um residente do Malawi; Daniel Enemuo, nigeriano, e uma cidadã indonésia, Rani Andriani. Outra vietnamita, Tran Thi Bich Hanh, foi executada em Boyolali, na Ilha de Java.
A presidente Dilma Rousseff divulgou nota em que disse estar “consternada e indignada”com a execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira na Indonésia. O embaixador do Brasil em Jacarta, segundo a nota, será chamado para consultas.
Na linguagem diplomática, chamar um embaixador para consultas representa uma espécie de agravo ao país no qual está o embaixador. Na sexta-feira, a presidente Dilma fez um apelo por telefone ao governante da Indonésia, Joko Widodo, para poupar a vida de Archer, mas não foi atendida. Widodo respondeu que não poderia reverter a sentença de morte imposta a Archer, “pois todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme a lei indonésia e aos brasileiros foi garantido o devido processo legal”, segundo nota da Presidência.
 O secretário-geral do Itamaraty, Sérgio Danese, reuniu-se, em Brasília, com o embaixador da Indonésia no Brasil, Toto Riyanto, para manifestar a “profunda inconformidade” com o fuzilamento. O Itamaraty voltou a dizer que o cumprimento da sentença de morte representa uma “sombra” nas relações entre os países.
Antes da execução, em entrevista à GloboNews, o ex-cônsul do Brasil em Bali Renato Vianna explicou que Archer e os demais condenados à morte seriam transferidos para um lugar próximo à penitenciária e depois fuzilados por 12 atiradores.
Questionado sobre outros brasileiros anteriormente condenados pelo mesmo motivo na Indonésia e que conseguiram se livrar da pena de morte, Vianna destacou que, no período, as penas não eram tão rígidas com relação às drogas. Explicou ainda que a legislação foi mudada há uns 15 anos.
 
Marco Archer Cardoso Moreira em vídeo obtido pelo cineasta Marcos Prado, que prepara documentário sobre o controlador de voo (Foto: Reprodução/TV Globo)Marco Archer em vídeo obtido pelo cineasta Marcos
Prado (Foto: Reprodução/TV Globo)
"A Indonésia é um país tranquilo, bem aberto, mas eles são muito restritos com relação às drogas. Se a pessoa for pega com um cigarro de maconha, ela vai ser presa e está arriscada a passar até oito anos na cadeia", afirmou. Ele acrescentou que há 138 pessoas para serem executadas – metade são estrangeiras.
As leis da Indonésia contra crimes relacionados a drogas estão entre as mais rígidas do mundo e contam com o apoio da população. "Com isso [as execuções], mandamos uma mensagem clara para os membros dos cartéis do narcotráfico. Não há clemência para os traficantes", relatou à imprensa local Muhammad Prasetyo, procurador-geral da Indonésia.

Além de Marco Archer, outro brasileiro aguarda no corredor da morte da Indonésia, o paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, também por tráfico de cocaína.
FONTE http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/01/brasileiro-marco-archer-e-executado-na-indonesia-diz-tv.html

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

As Forças Armadas no Estado de Direito Democrático: que reformas?

Comunicação do General Dr. Daba na Walna, no Colóquio sobre 20 anos da Democracia na Guiné-Bissau, sob o tema-As Forças Armadas no Estado de Direito Democrático: que reformas? 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

SVENSKA INICIA FURO DE PETRÓLEO NO BLOCO SENAPA EM SETEMBRO


Minitro dos Recursos Naturais ladeado dos representantes da empresa POTO SARLS durante a visita em Varela

A companhia sueca de exploração do petróleo “SVENSKA” vai iniciar no próximo mês de Setembro o furo de petróleo no bloco senapa nas zonas Oxford. A informação foi anunciada recentemente por titular da pasta dos Recuros Naturais, Daniel Gomes a margem da sua visita efetuada às instalações da empresa POTO SARL em Varela.
O governante avançou ainda que de acordo com os dados pre-liminares dos estudos, há esperança que o “bloco de sanapa” possua grande quantidade comercial do petróleo, pelo que estão todos esperançados que o furo que será feito pela empresa sueca possa confirmar este facto.
“Queira Deus que tudo corra bem, que seja encontrada uma grande quantidade comerciável. Se isso acontencer, claro que todos nós vamos ficar contentes. Temos certeza que esta terra tem o petróleo, portanto temos que insistir para confirmarmos que existe o petróleo na nossa terra”, disse o ministro.
Advertiu neste particular que não se deve depositar toda a confiança na exploração dos mineiros, para isso aconselhou os guineenses a apostarem igualmente na agricultura e na pesca que são setores que podem render muito o país.
Fonte : O Democrata

domingo, 29 de junho de 2014

DSP quer gestores públicos idóneos

O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, quer que os gestores públicos deem provas de idoneidade para desempenhar os cargos e dá-se como voluntário para ser o primeiro a fazê-lo, referiu em entrevista à agência Lusa.

Nomeado no passado dia 24 e com posse prevista para os próximos dias, o novo líder quer que cada membro do Governo entregue "uma relação de bens" no início de funções, para que se possa verificar se o património que possui no final do mandato é justificado.

Domingos Simões Pereira quer dar o exemplo, defendendo também um "escrutínio do passado" para assegurar que cada um tem "condições morais para fazer a gestão dos bens públicos". "Já pedi à Assembleia Nacional Popular (ANP) que ative rapidamente a comissão de Ética, porque acho que todos nos devemos submeter à verificação que essa entidade entender pertinente fazer para clarificar os nossos atos", justificou.

A medida contrasta com a corrupção e impunidade diagnosticada por entidades guineenses e estrangeiras e verificável no dia-a-dia do país. "É preciso conquistar o povo guineense para um desafio nacional e isso é um propósito perdido à partida se o povo não acreditar nas autoridades. Nós precisamos do crédito do povo da Guiné-Bissau", sublinhou.

Domingos Simões Pereira vai governar uma das nações mais pobres do mundo, com carências a todos os níveis e em que apesar de vários recursos naturais estarem a ser exportados, fontes estatais referem que os cofres do tesouro público estão vazios. O ponto de partida para começar a governar "é fazer uma real avaliação da situação do país", para se fixarem "metas de curto prazo", num plano de emergência que o chefe do próximo Executivo quer ver pronto rapidamente.

Nas ruas reclama-se o pagamento de salários em atraso na função pública - seis meses, segundo sindicatos e outros organismos -, algum abastecimento de água e luz e avolumam-se as queixas pelo aumento do custo de vida. "Não tenho cheques na mão, tenho promessas de abertura de diálogo e muitos parceiros disponíveis para trabalharem connosco porque acreditam no programa que apresentámos", referiu o primeiro-ministro à Lusa.

Domingos Simões Pereira já manteve encontros com vários bancos de apoio estrutural, duas reuniões com a Comunidade Económica dos Estado da África Ocidental (CEDEAO) - que poderá "preparar um pacote de assistência à Guiné-Bissau" - e em julho espera deslocar-se a Bruxelas, para conversas com responsáveis da União Europeia. A ajuda externa permitirá ao país sair do "buraco", para a Guiné-Bissau começar a ser disciplinada na angariação de receitas e conseguir cuidar de si própria, porque, acentuou: "É a dignidade que está em causa".

O novo primeiro-ministro admite a participação de instituições internacionais na administração pública para que haja boas práticas, mas só "ao nível da implementação" de projetos no terreno - afastando a ideia de co-assinatura nos gabinetes ministeriais. "Na definição de grandes políticas, o Governo tem que reter uma primazia que lhe permite ser o dono do destino do seu país e do seu povo", destacou.

O primeiro grande exercício está para breve: em condições normais, o Executivo teria 60 dias para delinear o Orçamento Geral do Estado, mas segundo Domingos Simões Pereira, perante o cenário de urgência, "temos que subtrair o máximo de tempo possível e conseguir em tempo recorde fazer a apresentação". "O mais importante agora é dar o primeiro passo e não parar de andar no sentido correto", concluiu.
Fonte: http://ditaduradoconsenso.blogspot.com.br/

terça-feira, 22 de abril de 2014

FUNERAL DE ESTADO: KUMBA IALÁ VAI SER SEPULTADO NA FORTALEZA DA AMURA, "A BEIRINHA" DO AMÍLCAR CABRAL

terça-feira, 22 de Abril de 2014



O funeral com honras de Estado do ex-presidente da Guiné-Bissau, Kumba Ialá, está marcado para sexta-feira, na Fortaleza da Amura, disse hoje à Lusa fonte do Governo de transição.
Segundo Idelfrides Fernandes, secretário de Estado das Comunidades e presidente da comissão criada pelo Governo para as cerimónias fúnebres, o corpo de Ialá deve sair da sua residência às 11:00 (12:00 em Lisboa) para a sede do Partido da Renovação Social (PRS) onde será homenageado.
Segue depois para a Assembleia Nacional Popular para uma nova cerimónia de homenagem, esta aberta ao público.
O cortejo fúnebre continua pelas 16:00 para a Fortaleza da Amura onde funciona o Estado-Maior das Forças Armadas e onde estão sepultadas as figuras de proa do Estado guineense, nomeadamente os antigos presidentes da República.
"O local onde será sepultado o corpo já está aberto na Amura", precisou Idelfrides Fernandes, adiantando não ter qualquer indicação sobre a presença de dignitários estrangeiros nas cerimónias.
O governante indicou contudo que a família pretende iniciar as cerimónias tradicionais de "toca choro" (evocação da memória do defunto) no mesmo dia em que é realizado funeral.

Funeral de Estado de Kumba Ialá marcado para sexta-feira


Fonte: http://conosaba.blogspot.com.ar/2014/04/funeral-de-estado-kumba-iala-vai-ser.html?spref=fb